quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Metodologia EAD em verso:

Os sofistas e seu entendimento
Fazendo a sua conferência.
Na difusão do conhecimento,
Demonstrando muita eficiência.

Sócrates, grande maestria
Com seu jeito e a “maiêutica”,
Dialogava todo dia,
Solucionando a problemática.

Lacan e o seu inconsciente.
A origem do ensino, a linguagem.
Tem o conhecimento presente.
No cartel é feito esta abordagem.

Jacotot e sua emancipação
Para a capacidade intelectual,
Não há necessidade de explicação.
Método útil no ensino-aprendizagem atual.

EAD, ensino de inclusão,
Sem o professor transmissor.
Da aprendizagem, a gestão.
Fazendo do aprendiz o autor.

Francisco Sepe da Costa

Rancière – Emancipando em EAD

Resumo: Rancière baseia-se na experiência do professor Joseph Jacotot em que “a palavra do mestre emudece a matéria ensinada” indicando a educação emancipadora em que o aluno toma ciência da sua capacidade intelectual, aprendendo pela tensão da sua vontade e pela própria inteligência. É essa a proposta de ensino e aprendizagem que a modalidade em EAD tem que alcançar.

Palavras-Chave: emancipação, desejo de aprender, EAD.

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O modelo Socrático e a proposta da EAD

Resumo: O primeiro ponto da mestria de Sócrates traz uma inovação no conceito do aprendiz, pois não o trata como discípulo, mas como interlocutor, ou seja, traz a idéia do diálogo e não do ensino. E o que vem a ser o diálogo no método socrático é exatamente uma das características marcantes do seu método – dia: através de e logos: razão, palavra, discurso, ou seja: a busca pela razão através da palavra, algo que é feito a dois em cooperação.


Palavras-chave: Sócrates, Diálogo, EAD.

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Os sofistas, sabendo em EAD

Resumo: os sofistas deslocaram do eixo da pesquisa filosófica do cosmo para o homem. Este é o fato mais importante da realização dos sofistas. Assim, também em EAD há necessidade do descolamento do eixo do conceito do ensino-aprendizagem. Elaborando conceitos e significados que dêem uma identidade à modalidade em EAD, como por exemplo: aluno – na modalidade do ensino tradicional. Autor do saber – na modalidade em EAD.


Palavras-chave: Sofistas, difusão do conhecimento, EAD.

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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Síndrome de Burnout – parte 02

Dando continuidade ao que Sepe iniciou num tópico abaixo, mais algumas informações referentes à síndrome de Burnout – nome pouco conhecido para um problema tão presente no cotidiano do nosso mundo pós-moderno.



“Segundo matéria apresentada na Revista “Psicologia, Ciência e Profissão”, Diálogos, uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association no Brasil, entidade que estuda o estresse, apontou que cerca de 30% dos trabalhadores no País são vítimas do Burnout. Outro estudo, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, mostrou que 48% dos empregados na área sofrem com algum sintoma e 25% dos professores apresentam a síndrome completa.

Desde 1999, o Ministério da Saúde reconhece a síndrome como uma doença do trabalho. Na gíria inglesa, a palavra Burnout serve para explicar algo que deixou de funcionar por falta de energia. O termo Burnout é uma composição de burn=queima e out=exterior, sugerindo “combustão”. Ou seja, a pessoa com esse tipo de estresse consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço tanto no trabalho quanto em outras situações. Na saúde o termo é usado para definir um esgotamento físico e mental crônico causado pelo trabalho.

Os primeiros sintomas foram identificados pelo psiquiatra Herbert Freudenberg, ainda em 1970, em profissionais que lidavam com pacientes psiquiátricos. Um sentimento de fracasso e exaustão causado pelo excessivo desgaste de energia os atingiu, afastando-os das tarefas cotidianas.

A enfermidade acomete principalmente profissionais que lidam diretamente com pessoas. Nessa categoria estão incluídos professores, policiais e trabalhadores da saúde como médicos, enfermeiros, assistentes sociais e também os psicólogos, expostos a situações de extrema pressão, jornadas exaustivas, responsabilidade e frustração. Uma das explicações para que o Burnout seja mais comum em profissionais que cuidam de pessoas diz respeito à impotência, cobrança e frustração da vida diária. À exemplo, um professor, médico ou psicólogo recém-formado, motivado e com elevada expectativa, pode não encontrar na profissão o que esperava. Isso, associado à sensação de impotência, pode ser determinante para levar à síndrome. Os “workaholics”, pessoas aficcionadas pelo trabalho, também fazem parte desse grupo de risco, sugeitos a síndrome. As vítimas de Burnout podem manifestar agressividade, hostilidade e outros sentimentos que comprometem o convívio social e familiar.

Contudo, é importante saber que a síndrome é diferente do estresse. Este não tem necessariamente origem no trabalho e demanda medidas mais simples. Um bom período de férias pode, por exemplo, melhorar uma situação de estresse. No caso do Burnout, ao contrário, as férias tendem a piorar o quadro, pois o indivíduo se mantém ligado ao trabalho e sofre com a possibilidade de retornar. Portanto, é necessário fazer uma intervenção mais ampla com o apoio de médicos e psicólogos. O grande desafio da Medicina e da Psicologia, nestes casos, é diagnosticar e combater adequadamente o Burnout. Exames clínicos e testes psicológicos ajudam no diagnóstico. O tratamento, geralmente, é multidisciplinar e tem dupla abordagem, com o uso de fármacos e acompanhamento psicoterapêutico para melhorar a auto-estima. Também é necessária uma mudança na relação do paciente com o seu trabalho. Ele precisa reavaliar o espaço que essa atividade ocupa na sua vida e adotar hábitos mais saudáveis: dedicar mais tempo à família, ao lazer, ao esporte, a práticas religiosas e técnicas de relaxamento.

Cabe destacar, ainda, que um outro obstáculo a ser superado é o baixo investimento em programas voltados para a saúde do trabalhador. Apenas 5% das companhias oferecem programas de qualidade de forma regular a seus funcionários. Como se vê, falta muito o que fazer nesta área” .

Alessandro da Silva Guimarães

o momento

O MOMENTO


O real é o momento.

O ser é o momento.

Tempo presente. Pequeno espaço de tempo. Ocasião. Instante. O que efetivamente existe é o momento.

O senso prático é o momento.

O momento é o permanente.

No momento não há espaço para mudança.

No momento contempla-se o concreto, o real, o óbvio e, não se requer explicação por ser evidente, manifesto, patente.

O momento é axiomático, incontestável.

No momento não se permite dubiedade, a definição é a certa. As características são especificas de tal modo que não há confusão. O significado é exato. A verdade prevalece. Não existe a ação de tomar uma pessoa ou uma coisa por outra. Pois o que se vê é o que se sente, é o que se vive.

O momento é para ser explorado intensamente. Pois se o momento é de tristeza, o esforço é para transformá-lo em alegria, e se, é de alegria, o esforço é mantê-lo.

A importância reside na emoção do momento e na vivência do real.

No momento o medroso vira um corajoso e o covarde um herói, ou vice-versa.

Qualquer intenção de buscar o próximo momento é imaginação, ponderação futura, ficção, esperança, suposição, abstração e hipótese.

Presumir o próximo momento é formular uma figura como pressuposto de uma dedução e que tem apenas caráter transitório.

Presumir o próximo momento só na abstração, no estado de alheamento do espírito, na fuga da emoção e do real.

Ilustra-se essa presunção com o seguinte conto:

Um vizinho foi visitar o vizinho meio amalucado.

Bateu na porta e gritou: Tem alguém em casa?

O vizinho meio amalucado respondeu de dentro da casa: Não, não tem não.

O vizinho se viu em uma situação muito embaraçosa naquele momento, e numa doidice apegou-se ao abstrato e disse: Ainda bem que eu não vim!

Na aflição da alma, presumir o próximo momento, não resistindo a prática da curiosidade ou oímpeto da ansiedade, só pode ser feito de maneira teórica, como na aplicação da “teoria do máximo”, aplicada da seguinte maneira: No momento considera na conseqüência, a situação mais desfavorável, esperando o pior. E, explora o momento com o objetivo de alterar o que vier para que não se confirme a situação desfavorável considerada na “teoria do máximo”.

A “teoria do máximo” é a situação do momento futuro fundamentada em possibilidades de maneira hipotética.

Querer realizar hipoteticamente o próximo momento, com suposição que se faz acerca de uma situação possível ou não, é prejudicial aos ossos.

Nessa conceituação de momento, pode-se considerar:

- O desenvolvimento do comportamento vinculado ao momento anterior, o momento e o momento posterior.

- A elaboração do planejamento a curto, a médio, a longo prazo ou estratégico, não confunde-se com a presunção do momento.

- O momento ocorre no pessoal ou no coletivo, no particular ou no geral, no privado ou no público e, na parte ou no sistema.

FRANCISCO SEPE DA COSTA