sexta-feira, 9 de julho de 2010

Síndrome de Burnout – parte 02

Dando continuidade ao que Sepe iniciou num tópico abaixo, mais algumas informações referentes à síndrome de Burnout – nome pouco conhecido para um problema tão presente no cotidiano do nosso mundo pós-moderno.



“Segundo matéria apresentada na Revista “Psicologia, Ciência e Profissão”, Diálogos, uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association no Brasil, entidade que estuda o estresse, apontou que cerca de 30% dos trabalhadores no País são vítimas do Burnout. Outro estudo, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, mostrou que 48% dos empregados na área sofrem com algum sintoma e 25% dos professores apresentam a síndrome completa.

Desde 1999, o Ministério da Saúde reconhece a síndrome como uma doença do trabalho. Na gíria inglesa, a palavra Burnout serve para explicar algo que deixou de funcionar por falta de energia. O termo Burnout é uma composição de burn=queima e out=exterior, sugerindo “combustão”. Ou seja, a pessoa com esse tipo de estresse consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço tanto no trabalho quanto em outras situações. Na saúde o termo é usado para definir um esgotamento físico e mental crônico causado pelo trabalho.

Os primeiros sintomas foram identificados pelo psiquiatra Herbert Freudenberg, ainda em 1970, em profissionais que lidavam com pacientes psiquiátricos. Um sentimento de fracasso e exaustão causado pelo excessivo desgaste de energia os atingiu, afastando-os das tarefas cotidianas.

A enfermidade acomete principalmente profissionais que lidam diretamente com pessoas. Nessa categoria estão incluídos professores, policiais e trabalhadores da saúde como médicos, enfermeiros, assistentes sociais e também os psicólogos, expostos a situações de extrema pressão, jornadas exaustivas, responsabilidade e frustração. Uma das explicações para que o Burnout seja mais comum em profissionais que cuidam de pessoas diz respeito à impotência, cobrança e frustração da vida diária. À exemplo, um professor, médico ou psicólogo recém-formado, motivado e com elevada expectativa, pode não encontrar na profissão o que esperava. Isso, associado à sensação de impotência, pode ser determinante para levar à síndrome. Os “workaholics”, pessoas aficcionadas pelo trabalho, também fazem parte desse grupo de risco, sugeitos a síndrome. As vítimas de Burnout podem manifestar agressividade, hostilidade e outros sentimentos que comprometem o convívio social e familiar.

Contudo, é importante saber que a síndrome é diferente do estresse. Este não tem necessariamente origem no trabalho e demanda medidas mais simples. Um bom período de férias pode, por exemplo, melhorar uma situação de estresse. No caso do Burnout, ao contrário, as férias tendem a piorar o quadro, pois o indivíduo se mantém ligado ao trabalho e sofre com a possibilidade de retornar. Portanto, é necessário fazer uma intervenção mais ampla com o apoio de médicos e psicólogos. O grande desafio da Medicina e da Psicologia, nestes casos, é diagnosticar e combater adequadamente o Burnout. Exames clínicos e testes psicológicos ajudam no diagnóstico. O tratamento, geralmente, é multidisciplinar e tem dupla abordagem, com o uso de fármacos e acompanhamento psicoterapêutico para melhorar a auto-estima. Também é necessária uma mudança na relação do paciente com o seu trabalho. Ele precisa reavaliar o espaço que essa atividade ocupa na sua vida e adotar hábitos mais saudáveis: dedicar mais tempo à família, ao lazer, ao esporte, a práticas religiosas e técnicas de relaxamento.

Cabe destacar, ainda, que um outro obstáculo a ser superado é o baixo investimento em programas voltados para a saúde do trabalhador. Apenas 5% das companhias oferecem programas de qualidade de forma regular a seus funcionários. Como se vê, falta muito o que fazer nesta área” .

Alessandro da Silva Guimarães

o momento

O MOMENTO


O real é o momento.

O ser é o momento.

Tempo presente. Pequeno espaço de tempo. Ocasião. Instante. O que efetivamente existe é o momento.

O senso prático é o momento.

O momento é o permanente.

No momento não há espaço para mudança.

No momento contempla-se o concreto, o real, o óbvio e, não se requer explicação por ser evidente, manifesto, patente.

O momento é axiomático, incontestável.

No momento não se permite dubiedade, a definição é a certa. As características são especificas de tal modo que não há confusão. O significado é exato. A verdade prevalece. Não existe a ação de tomar uma pessoa ou uma coisa por outra. Pois o que se vê é o que se sente, é o que se vive.

O momento é para ser explorado intensamente. Pois se o momento é de tristeza, o esforço é para transformá-lo em alegria, e se, é de alegria, o esforço é mantê-lo.

A importância reside na emoção do momento e na vivência do real.

No momento o medroso vira um corajoso e o covarde um herói, ou vice-versa.

Qualquer intenção de buscar o próximo momento é imaginação, ponderação futura, ficção, esperança, suposição, abstração e hipótese.

Presumir o próximo momento é formular uma figura como pressuposto de uma dedução e que tem apenas caráter transitório.

Presumir o próximo momento só na abstração, no estado de alheamento do espírito, na fuga da emoção e do real.

Ilustra-se essa presunção com o seguinte conto:

Um vizinho foi visitar o vizinho meio amalucado.

Bateu na porta e gritou: Tem alguém em casa?

O vizinho meio amalucado respondeu de dentro da casa: Não, não tem não.

O vizinho se viu em uma situação muito embaraçosa naquele momento, e numa doidice apegou-se ao abstrato e disse: Ainda bem que eu não vim!

Na aflição da alma, presumir o próximo momento, não resistindo a prática da curiosidade ou oímpeto da ansiedade, só pode ser feito de maneira teórica, como na aplicação da “teoria do máximo”, aplicada da seguinte maneira: No momento considera na conseqüência, a situação mais desfavorável, esperando o pior. E, explora o momento com o objetivo de alterar o que vier para que não se confirme a situação desfavorável considerada na “teoria do máximo”.

A “teoria do máximo” é a situação do momento futuro fundamentada em possibilidades de maneira hipotética.

Querer realizar hipoteticamente o próximo momento, com suposição que se faz acerca de uma situação possível ou não, é prejudicial aos ossos.

Nessa conceituação de momento, pode-se considerar:

- O desenvolvimento do comportamento vinculado ao momento anterior, o momento e o momento posterior.

- A elaboração do planejamento a curto, a médio, a longo prazo ou estratégico, não confunde-se com a presunção do momento.

- O momento ocorre no pessoal ou no coletivo, no particular ou no geral, no privado ou no público e, na parte ou no sistema.

FRANCISCO SEPE DA COSTA

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Peidei... Saiu no Twitter – Passando do Real ao Virtual (alguns perigos)

Antes que você me indague sobre a bestialidade de escrever um texto que comece com “peidei”, penso a bestialidade com que a potência virtual da internet poderia ser usada de modos mais satisfatórios. Em migro-blogs, ou redes como facebook, ou ainda o Orkut, podemos nos conectar com redes de interesse, e gerar informações úteis para comunidades cada vez mais abrangentes. Todavia no que tem se tornado tudo isso? Comunidades geradas sobre informações inúteis ou errôneas, que degeneram sujeitos ou idéias, proliferam doenças ou preconceitos. Não sou um moralista, mas em um lampejo, pensemos as comunidades de Orkut sobre Anorexia e/ou Bulimia, em que meninas “ajudam-se” na manutenção da virtuose de suas patologias. Ou os sujeitos twitters que apenas falam do cotidiano em uma perseguição contínua de dar sentido a pequenos gestos narcísicos, como ir ao banheiro. Pedófilos agenciando menores, etc. Temeroso!
Em jogos como o Second Life, pessoas recriam suas realidades tornando-as, talvez menos penosas, mas a que preço? Talvez cindindo o real e o virtual, e, optando pela manutenção de um status quo virtual. Escutei certa vez, alguns alunos dizendo que ao entrarem no shopping o primeiro gesto seria o de ligar o Bluetooth para ver quem estaria lá. Não estaríamos proliferando a vida em fakes, máscaras contravertidas. Vivemos as odes tecnológicas, e quando bem utilizadas estas nos permitem a boa contaminação da informação na globalização de conteúdos, todavia, há que se perceberem as idiossincrasias pertinentes à patologização deste processo.
Hoje tenho 928 amigos de Orkut, e se você me perguntar quantos são meus amigos, não responderia com clareza, mas certamente o número giraria no entorno de um número menor a 20. Mas aceitei tantos indivíduos porque compreendo a necessidade de potencializar a rede de contatos com vigor. Existe, no entanto, o conhecimento desses “amigos” no estado real. E quantos são aqueles que apenas “adicionam” sem nada adicionar de fato.
Aproveitemos a tecnologia, mas atentos, observemos, os nexos que nos conectam ao real.
Abaixo deixo alguns links interessantes sobre alguns perigos das redes sociais:

Diemerson Saquetto

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Redes sociais na internet

(postado por melissa)
Há algum tempo venho sendo pressionada por colegas sobre minha abstinência orkutiana (?????), quer dizer, sempre tenho que responder perguntas do tipo: por que você não tem orkut? Já tive, em uma época em que era uma novidade americana, em 2004, mas cancelei por falta de tempo para responder e até mesmo checar meus recados...considero uma falta grave não responder um simples e-mail, quem dirá então um recado num site específico de relacionamento... prefiro relacionamentos reais e que não quero dispor do meu tempo criando um ser virtual que se alimenta de mensagens, recados, depoimentos...essas coisas. Não quero, é uma opção consciente e não uma resistência à tecnologia, pois me dou muito bem com ela.
Numa entrevista (http://super.abril.com.br/blogs/superblog/privacidade-esta-menos-importante-nas-redes-sociais-sera/)  criador do Facebook Mark Zuckerberg fala que é o fim da moda da privacidade, baseado nas alterações que a referida rede social fez para atender as necessidades de seus usuários...
Não sou contra as redes sociais, elas são importantes e as pesquisas de um americano já começam a dar conta de que fazem bem à saúde (http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/redes-sociais-afetam-o-cerebro-do-mesmo-jeito-que-a-paixao/), aos negócios (http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=7&i=6924)... mas acredito que a privacidade não é uma ilusão que mereça ser desmistificada, ao contrário, deve ser preservada, se como mito, não importa, apesar de considerá-la um direito do qual não se deve abrir mão. Assim como acredito que as redes sociais não são a solução para a solidão, acredito que viver a maior parte do tempo em um mundo real, com amigos reais é muito mais importante e insubstituível...
(acabei de ser atropelada por uma dúvida: não tem corretor ortográfico no blog???...como assim????)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A Ilusão é mesmo Ilusão ou um Sentido Ideológico? – Em defesa da Tolerância e de uma Sociedade do Conhecimento também Marxista

Quando escutei pela primeira vez a música Ideologia do Cazuza, não entendia o que se passava comigo para além dos tons musicais que me careciam em rock. Minha professora de português do Ensino Médio gostava muito de apresentar-nos os por menores que a Ditadura queria esconder. Era o Cálice em cale-se. Era a Roda Viva. Era o Confia em mim no FMI. Era o mostra a sua cara, e a piscina cheia de ratos. Enfim era a tal da Ideologia me martelando, me tocando, me puxando para tons de vermelho que certo Getúlio colocou na cabeça de minha avó ser praga certa que me colocaria dentro do carro preto. A tal da Ideologia capitalista que me enganará com seus comerciais marketeiros e me imputara a égide do consumo.
Comecei a ver um mundo completamente diferente depois que conheci Marx. Não faço aqui aquelas apologias apaixonadas, como que defendendo uma teoria, estaria defendendo uma banda de rock e usando as camisas identitárias como segunda pele. Mas sim, aprendi muito com a luta dos outros, em um tempo de tão poucas lutas e certa apatia desajeitada no ar. E mesmo consumindo os produtos do capitalismo consigo ver de uma forma mais responsável aquilo que me cerca. E neste ver melhor, ainda míope é bem verdade, lutar por certos ideais como a solidariedade, e assim a distribuição mais igualitária de comida, bebida, pasto, postos de serviço, terra, justiça e, quiçá, senhor Newton Duarte, de um pouco de conhecimento.
Sempre fui um crítico assíduo de certas pedagogias, principalmente aquelas que mexiam com as minhas preguiças docentes. Mas ali, naquelas pedagogias que sempre criticara é que eu mais crescia. Até com erros grosseiros de pedagogas que queriam inventar a roda, mas que nos – a nós professores – imputavam a forma do quadrado. Os projetos educacionais são bons aliados, quando nos incitam a experimentar, nos questionam, nos desinstalam. Para alunos e professores é bom avançarmos em práticas de aprendizagem que criam maneiras de gestar conhecimento para além do currículo – este sim muito perigoso quando entendido de maneira ingênua. O educando que aprendeu a aprender educa-se na vida, lendo a cultura, absorvendo de maneira críticas os conteúdos curriculares, e unindo tudo isso, transformando informação em conhecimento.
Aposto nos conteúdos clássicos como uma maneira de balizar o conhecimento, no entanto. Desculpem-me por não ser um entusiasta completo do “aprender a aprender”, pois acredito que a crítica da cultura somente é possível quando se conhece a cultura. Neste ponto de equilíbrio é que começo minha crítica ao senhor Newton Duarte. Considero válido o marxismo como argumento hermenêutico, no entanto, o mesmo marxismo nos apresentou um Marx profundamente conhecedor da realidade capitalista e via esta realidade como passível de transformação. Confundir Perrenoud com uma prática alienante e de adaptação ao mundo ruim, (o que criaria sujeitos acríticos e pacatos, inevitavelmente) é o mesmo que infligir tal crítica a Paulo Freire. O conhecimento significativo é aquele que permite o conhecimento integral da realidade circundante, e não “apenas” as competências adaptativas da realidade. As sínteses dialéticas que ocasionam as transformações radicais são apenas possíveis quando se conhece significativamente a tese contextual. Marx conheceu profundamente o capitalismo circundante para criticá-lo. E não adianta apenas mostrar bananas para alfabetizar uma criança como nas clássicas “Ivo viu a uva”, mas permitir o acesso do aluno às frutas.
A sociedade do conhecimento, não é, assim, apenas uma função ideológica, que cumpriria o papel “amansador” do capitalismo. Mas a égide que não nos fez cair na barbárie dos desconsolos. Quando os humanismos prometedores caíram às questões que suscitaram à sociedade do conhecimento eram então garantias mínimas da tolerância e da humanização. As questões ditas “atuais” são tão necessárias quanto à necessidade de se lutar por um mundo melhor. Todavia, porque dizer que os direitos civis são marginais ou criadores de ilusões?
Com isso teria me tornado um “professor iludido” por acreditar na subjetividade, na necessidade da cultura, na democratização do conhecer? Seria um iludido por acreditar em uma História do poder a partir das mentalidades? Jogar-me-ía no lixo como docente, então? Marx ao dizer: “conclamar as pessoas a acabarem com as ilusões acerca de uma situação é conclamá-las a acabarem com uma situação que precisa de ilusões” não nos aportou com o materialismo de todo da ideia. Quero o concreto, mas é possível viver sem ideologias? Resposta de Hume ao cartesianismo: “Se devemos ser sempre presas de erros e ilusões, preferimos que sejam pelo menos naturais e agradáveis”. É... um dia eu ouvi Cazuza...
Diemerson Saquetto

domingo, 4 de julho de 2010

Burnout

BURNOUT




Burnout é a sídrome da estafa profissional.



Carcterísticas:

-Exaustão emocional

-Despersonilização

-Redução da realização pessoal

-Vazio interior

-Reinterpretação dos valores

-Recolhimento

-Sentimento de incompetência



Sintomas:

-Dores de cabeça

-Tonturas

-Tremores

-Muita falta de ar

-Oscilações de humor

-Disturbio do sono

-Problemas digestivos



Atitudes que podem amenizar os efeitos da sídrome da estafa profissional (Burnout):



-Planejar o tempo de cada atividade



-Obedecer oa horários de alimentar (almoço/lanche/jantar) e dormir



- Aceitar e atender as diversas solicitações do corpo (emocional, fisíco ou fisiológico)

Por exemplo:Caso acorde de madrugada, levante, beba água devagar e ouça uma boa música com a luz apagada.



-Converse consigo mesmo, mencionado o seu nome ou o seu apelido, com comandos de voz suave,tais como:

.Calma

.Tenha paciência

.Não corra

.Dê sua vez a outro

.Eu me amo



-Peça desculpa. Diga obrigado. Peça licença. Peça por favor. Diga bom dia/boa tarde/boa noite.



-Pratique a solidariedade, compromisso voluntário com o outro sem querer nada em troca. Existem outros em situação

pior que a sua.



-Não presumir o dia de amanhã.



-Buscar ajuda de um médico, se necessário.