sexta-feira, 9 de julho de 2010

o momento

O MOMENTO


O real é o momento.

O ser é o momento.

Tempo presente. Pequeno espaço de tempo. Ocasião. Instante. O que efetivamente existe é o momento.

O senso prático é o momento.

O momento é o permanente.

No momento não há espaço para mudança.

No momento contempla-se o concreto, o real, o óbvio e, não se requer explicação por ser evidente, manifesto, patente.

O momento é axiomático, incontestável.

No momento não se permite dubiedade, a definição é a certa. As características são especificas de tal modo que não há confusão. O significado é exato. A verdade prevalece. Não existe a ação de tomar uma pessoa ou uma coisa por outra. Pois o que se vê é o que se sente, é o que se vive.

O momento é para ser explorado intensamente. Pois se o momento é de tristeza, o esforço é para transformá-lo em alegria, e se, é de alegria, o esforço é mantê-lo.

A importância reside na emoção do momento e na vivência do real.

No momento o medroso vira um corajoso e o covarde um herói, ou vice-versa.

Qualquer intenção de buscar o próximo momento é imaginação, ponderação futura, ficção, esperança, suposição, abstração e hipótese.

Presumir o próximo momento é formular uma figura como pressuposto de uma dedução e que tem apenas caráter transitório.

Presumir o próximo momento só na abstração, no estado de alheamento do espírito, na fuga da emoção e do real.

Ilustra-se essa presunção com o seguinte conto:

Um vizinho foi visitar o vizinho meio amalucado.

Bateu na porta e gritou: Tem alguém em casa?

O vizinho meio amalucado respondeu de dentro da casa: Não, não tem não.

O vizinho se viu em uma situação muito embaraçosa naquele momento, e numa doidice apegou-se ao abstrato e disse: Ainda bem que eu não vim!

Na aflição da alma, presumir o próximo momento, não resistindo a prática da curiosidade ou oímpeto da ansiedade, só pode ser feito de maneira teórica, como na aplicação da “teoria do máximo”, aplicada da seguinte maneira: No momento considera na conseqüência, a situação mais desfavorável, esperando o pior. E, explora o momento com o objetivo de alterar o que vier para que não se confirme a situação desfavorável considerada na “teoria do máximo”.

A “teoria do máximo” é a situação do momento futuro fundamentada em possibilidades de maneira hipotética.

Querer realizar hipoteticamente o próximo momento, com suposição que se faz acerca de uma situação possível ou não, é prejudicial aos ossos.

Nessa conceituação de momento, pode-se considerar:

- O desenvolvimento do comportamento vinculado ao momento anterior, o momento e o momento posterior.

- A elaboração do planejamento a curto, a médio, a longo prazo ou estratégico, não confunde-se com a presunção do momento.

- O momento ocorre no pessoal ou no coletivo, no particular ou no geral, no privado ou no público e, na parte ou no sistema.

FRANCISCO SEPE DA COSTA

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