quinta-feira, 8 de julho de 2010

Peidei... Saiu no Twitter – Passando do Real ao Virtual (alguns perigos)

Antes que você me indague sobre a bestialidade de escrever um texto que comece com “peidei”, penso a bestialidade com que a potência virtual da internet poderia ser usada de modos mais satisfatórios. Em migro-blogs, ou redes como facebook, ou ainda o Orkut, podemos nos conectar com redes de interesse, e gerar informações úteis para comunidades cada vez mais abrangentes. Todavia no que tem se tornado tudo isso? Comunidades geradas sobre informações inúteis ou errôneas, que degeneram sujeitos ou idéias, proliferam doenças ou preconceitos. Não sou um moralista, mas em um lampejo, pensemos as comunidades de Orkut sobre Anorexia e/ou Bulimia, em que meninas “ajudam-se” na manutenção da virtuose de suas patologias. Ou os sujeitos twitters que apenas falam do cotidiano em uma perseguição contínua de dar sentido a pequenos gestos narcísicos, como ir ao banheiro. Pedófilos agenciando menores, etc. Temeroso!
Em jogos como o Second Life, pessoas recriam suas realidades tornando-as, talvez menos penosas, mas a que preço? Talvez cindindo o real e o virtual, e, optando pela manutenção de um status quo virtual. Escutei certa vez, alguns alunos dizendo que ao entrarem no shopping o primeiro gesto seria o de ligar o Bluetooth para ver quem estaria lá. Não estaríamos proliferando a vida em fakes, máscaras contravertidas. Vivemos as odes tecnológicas, e quando bem utilizadas estas nos permitem a boa contaminação da informação na globalização de conteúdos, todavia, há que se perceberem as idiossincrasias pertinentes à patologização deste processo.
Hoje tenho 928 amigos de Orkut, e se você me perguntar quantos são meus amigos, não responderia com clareza, mas certamente o número giraria no entorno de um número menor a 20. Mas aceitei tantos indivíduos porque compreendo a necessidade de potencializar a rede de contatos com vigor. Existe, no entanto, o conhecimento desses “amigos” no estado real. E quantos são aqueles que apenas “adicionam” sem nada adicionar de fato.
Aproveitemos a tecnologia, mas atentos, observemos, os nexos que nos conectam ao real.
Abaixo deixo alguns links interessantes sobre alguns perigos das redes sociais:

Diemerson Saquetto

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